
Jogou-se hoje mais um derby entre os dois crónicos candidatos ao título, Benfica e Sporting.
Este encontro adquiriu uma particular importância pelo facto de ambos os clubes lisboetas se encontrarem já com uma desvantagem pontual significativa em relação ao Porto, campeão nacional e líder neste começo de época.
Supor-se-ia que ambas as equipas jogassem um futebol de risco procurando cada qual somar os três pontos em discussão. Porém, se podemos dizer que este foi um jogo aberto em que cada equipa teve as suas oportunidades, este facto não se deve aos treinadores que se contentaram ambos com a divisão de pontos.
A primeira parte foi dividida. O Benfica entrou mais forte permitindo no entanto que a partir dos 20 minutos o Sporting assumisse o jogo.
Quanto à segunda parte, o Benfica voltou a entrar dominante com a velocidade ora de Di María ora de Cristian Rodriguez a provocar desequilíbrios. O Sporting foi apostando no contra-ataque como forma de chegar à baliza adversária com perigo. O jogo parecia poder quebrar a meio-campo o que fazia antever golos porém estes tardavam em surgir e o jogo foi amainando sem que nenhum dos treinadores decidisse correr riscos colocando em campo jogadores com características mais ofensivas.
A primeira substituição veio a pertencer a Paulo Bento que trocou Vukcevic por Farnerud. E seguiu-se então a primeira substituição no Benfica, aos 69 minutos, saiu Nuno Gomes para a entrada de Óscar Cardozo. Como é possível constatar tanto Camacho como Bento não estavam disposto a assumir as despesas do jogo pelo que ambos optaram por trocas directas.
O jogo no entanto nos minutos finais voltou a subir de ritmo embora a equipa leonina nesta fase demonstrasse já alguns sinais de contentamento com o resultado. Quem também parecia estar satisfeito com o resultado era José António Camacho, o treinador benfiquista, que se preparava para lançar Nuno Assis para o lugar de Rui Costa já em tempo de descontos, numa tentativa de queimar algum tempo uma vez que um jogador com as características do camisola 25 dos encarnados nada poderia trazer à partida nos poucos minutos que restavam.

A meu ver nenhum dos treinadores esteve à altura do desafio nem das equipas que representam as quais nos proporcionaram 90 minutos de espectáculo embora fique sempre o sabor amargo de um empate sem golos.
Uma última palavra para a equipa de arbitragem liderada por Pedro Henriques que voltou novamente a estar presente num clássico do futebol português. Marcou o jogo pelo seu aparente desentendimento com o árbitro assistente e ao deixar passar um penalty claro sobre Adu assim como um outro embora este mais discutível sobre Romagnoli. Esteve bem ao não assinalar a grande penalidade por mão de Katsouranis aos 71 minutos uma vez que o internacional helénico se encontrava com o braço colado ao corpo quando o lance se sucedeu. De admirar também o facto de Pedro Henriques ter abandonado o seu estilo de arbitragem à inglesa tendo assinalado um número considerável de faltas a meio-campo, umas bem outras nem tanto.






